Trabalhadores desistem de procurar emprego em junho

 

Fonte: O Globo

Os números do mercado de trabalho em junho, divulgados hoje pelo IBGE, não foram tão bons como uma primeira leitura pode sugerir. Embora a taxa de desemprego tenha recuado em junho frente a maio (de 8,8% para 8,1%), o que é um dado positivo, essa melhora foi puxada em grande parte pelo desalento da população em procurar emprego. É o que aponta o relatório da consultoria Rosenberg & Associados.

Pela metodologia do IBGE, é considerado desempregado apenas quem estava efetivamente em busca de um emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. Esse contingente de pessoas recuou 8,3% de maio para junho. Ao mesmo tempo, a população ocupada (ou empregada) cresceu apenas 0,8%.

Ou seja, a queda da população desocupada não significou um aumento expressivo da população ocupada, o que indica que parte das pessoas deixou de procurar emprego.

"Isso corrobora a idéia de que a melhora no dado de desemprego se deve ao desalento. Com a sensação de que não irão encontrar trabalho, as pessoas param de procurar emprego e saem das estatísticas de desempregados do IBGE", avalia a consultoria Rosenberg & Associados, em relatório.

Outro dado preocupante foi o rendimento real do trabalhador que, passado o impacto positivo do salário mínimo, recuou 0,3% na comparação a maio, para R$ 1.312,30. Foi a quinta queda seguida do salário real na margem, um sinal que a deterioração do mercado segue em curso.

 

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