Controle o seu estresse devido ao DESEMPREGO

 

Fonte: Catho.com.br

Estresse, segundo os médicos especialistas, é a sensação que nossos corpos experimentam quando reagem bioquimicamente a novas exigências, principalmente na adaptação a desequilíbrios e rupturas. Essas mudanças fisiológicas se apresentam em formas diferentes: aceleração do ritmo de batimentos cardíacos, aumento da taxa de respiração, maior pressão arterial, mudanças na temperatura do corpo – para falar somente das reações físicas.

A extensão da reação de uma pessoa a um acontecimento desagradável, inesperado ou trágico, depende da sua habilidade de tolerar o estresse. O que varia de pessoa para pessoa, porque cada uma reage às mudanças de uma forma diferente.

E a resposta pode variar inclusive em momentos diversos da vida: você não reagiria hoje como reagiu há 10 anos, mesmo que a situação fosse idêntica.

Apenas como ilustração, vamos entender como se consideram estressados os profissionais hoje empregados. Uma pesquisa do Grupo Catho, junto a 1.356 executivos do Brasil inteiro, revela que as mulheres executivas são muito mais estressadas pelo trabalho do que os homens executivos: 53% das mulheres têm muito estresse, enquanto 43% dos homens executivos têm muito estresse.

A pesquisa buscou saber também o nível de estresse que os profissionais julgam que sofrem, de acordo com o cargo que ocupam. Pediu-se que os valores fossem atribuídos com base na seguinte pontuação:


1-2: continuamente com intenso estresse

3-4: freqüentemente com muito estresse

5-6: freqüentemente com algum estresse

7-8: as vezes com pouco estresse

9-10: sem estresse

O quadro das respostas foi o seguinte:

 

Homens

Mulheres

 

Média

Mediana

Média

Mediana

Presidente, Gerente-Geral

4,98

5,20

4,07

3,63

Vice-Presidente

4,55

4,50

4,32

3,83

Diretor

4,69

4,88

4,29

3,98

Gerente

4,87

5,27

4,48

3,95

Supervisor

5,09

5,27

4,93

5,34

Profissional Especializado

5,49

5,56

5,29

5,48



PROCURAR EMPREGO CAUSA ESTRESSE?

Procurar emprego é uma atividade estressante, sem dúvida, porque a pessoa fica exposta a contínuas doses de expectativa e ansiedade. Além disso, a busca pelo emprego está rodeada de outras circunstâncias agravantes, como a pressão da família, a falta de dinheiro, a manutenção do status, a imagem social, várias coisas que acentuam o sentimento de frustração e de impotência.

A primeira regra, para quem procura emprego, é procurar transformar o estresse em energia positiva. O estresse, enquanto energia, pode ser construtiva ou destrutiva dependendo de quem sofre o impacto dessa força.

1. Com que freqüência você está sofrendo o estresse?
2. Qual a magnitude do estresse?
3. Com que intensidade você responde ao estresse?

Segundo o autor Robert Kreitner, existem dois tipos de respostas ruins ao estresse. Uma é quando, sofrendo tensões constantes e respondendo a elas muito intensamente, a pessoa entra numa zona de perigo, e o estresse passa a ser destrutivo, para a mente e para o corpo. A outra resposta é absorver continuamente o estresse e jamais responder, acumulando uma tensão que ao ser distendida pode ser incontrolável e explosiva.

Para aprender a lidar com o estresse, primeiro é necessário identificar suas causas. Por exemplo, se a demissão foi inesperada, possivelmente foi mais estressante do que se tivesse sido anunciada previamente. Se você não teve controle sobre a situação, certamente não conseguiu fazer escolhas para ela, e isto aumentou o seu estresse. Se o seu trabalho naquela empresa era efetivamente importante para você, a perda desse convívio significou com certeza mais estresse do que se você tivesse planejado sair.

UMA FORMA DE FUGIR DO ESTRESSE

O importante, agora, é imprimir a força da sua vontade para não sucumbir ao estresse. Que passos tomar para que você não se desespere, para que sua família não sofra com a situação e com a sua própria impaciência, e para que você se sinta melhor até mesmo para procurar outro emprego com mais efetividade.

Controlar o tempo
Muitos desempregados simplesmente atiram fora o tempo e não se dão conta de que gastam horas e horas com atividades absolutamente inúteis. Mas aqueles que já se acostumaram a gerenciar o tempo no trabalho transferem essa habilidade para a vida pessoal.

Já que você não pode mudar o tempo (o dia só tem 24 horas, doa a quem doer), aprenda pelo menos a modificar os seus hábitos em relação ao tempo. Um exercício simples com as suas atividades diárias pode auxiliar:

1. Procure listar quais são e quanto tempo você dedica a cada uma delas por dia: dormir, preparar comida, comer, procurar emprego, exercitar-se, ler, viajar, cuidar da casa, fazer compras, socializar-se com a família, socializar-se com os amigos, ver televisão.
2. Agora liste as mesmas tarefas e defina quanto tempo você considera ideal dedicar a cada uma delas por dia: dormir, preparar comida, comer, procurar emprego, exercitar-se, ler, viajar, cuidar da casa, fazer compras, socializar-se com a família, socializar-se com os amigos, ver televisão.
3. Você pode estabelecer as tarefas em três níveis: alta prioridade, média prioridade e baixa prioridade.

O correto gerenciamento do tempo é, mais do que resultado de uma postura empresarial, um elemento importante no combate ao desperdício, aos custos, e ao estresse, seja dentro de uma instituição voltada para os negócios, seja na nossa própria vida privada.

Em enquete publicada no jornal virtual Carreira & Sucesso, quisemos saber como as pessoas costumam controlar o seu próprio tempo. O resultado (2.698 respostas) teve uma distribuição que mostra que não são muitas as pessoas que administram corretamente o tempo – e esta inabilidade pode ser causa de muito do estresse que as pessoas confessaram sofrer na pesquisa já citada neste artigo.

Como fazer o tempo render?

Primeiro analise a maneira como você ocupa o tempo. Registre a sua rotina assim:


O momento em que você começa uma tarefa e quanto ela dura

O tipo de tarefa (ligação telefônica, carta, conversa, relatório, reunião etc.) e o propósito da atividade

Foi completada?

Fez você se sentir estressado?

Analise esse registro diariamente e identifique quais as tarefas que tomaram mais tempo. Consulte o seu íntimo para saber se você queria ou precisava realmente fazer aquela tarefa. E verifique se ela reflete os seus valores pessoais.

Aí coloque um sinal de positivo (+) na tarefa mais útil e um sinal de negativo (-) na tarefa que apenas fez você perder tempo.

Você vai notar que as tarefas que causam mais estresse são inversamente proporcionais ao seu valor. Questione o seguinte sobre essas tarefas:


Essa tarefa precisa mesmo ser feita?

Posso diminuir a freqüência da tarefa ou executá-la num momento do dia em que me sentir menos estressado?

Posso simplificar a tarefa?

Tem algum outro jeito menos estressante de executar a tarefa?

Posso delegar a tarefa?

Não estarei sendo compulsivamente exigente comigo mesmo na forma de executar a tarefa?

O tempo que você gasta ao telefone também pode ser um poderoso elemento de estresse, pois o telefone, muitas vezes, interrompe, quebra a privacidade, colide com outras tarefas.

A solução? Desligue o telefone em alguns momentos do dia. Deixe que a secretária eletrônica atenda. Depois de reduzir a sua carga, relaxar um pouco, pode voltar a ligar de novo.

 

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